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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Só porque convém actualizar...

Fui passar o fim-de-semana a Berlin (brutal, Brutal, BRUTAL) com o Papá e com a Maria. Domingo à tarde viemos para Leipzig. 2ªfeira passeámos por aqui e ontem voltei às aulas. Hoje cheguei a casa e desintegrei-me de cansaço em cima da cama, que não durmo nada de jeito há umas 2 semanas, sendo que nos últimos dias andei quilómetros e quilómetros e subi mais degraus do que uma maratona de step.


Nos entretantos, comecei a a ler o «Equador» para a minha fantástica cadeira de literatura portuguesa leccionada em alemão. Vou na página 83 (são 518) e o que me apraz dizer neste momento é: ainda bem que o Miguel Sousa Tavares leu «Os Maias» algures durante a sua vida, já que me sinto a ler o segundo a cada palavra do primeiro. E por muito lisonjeiro que isso possa parecer, não é. Não que o senhor MST escreva mal, que não escreve, mas isto parece-me tão leve e previsível, e, ao mesmo tempo, tão desenhado à semelhança do querido Eça (num plágio de estilo demasiado notório e ainda assim mal conseguido). Talvez apenas pela época retratada ser praticamente a mesma, ou pelo facto do Luís Bernardo ser a cara chapada do Carlos da Maia. Não é que seja um mau romance, no verdadeiro sentido da palavra, mas não me venham dizer que é um clássico, que isso não é.


Até ao final do mês tenho 3 apresentações para fazer, 1 teste, 1 trabalho de grupo (não começado), 1 trabalho individual (praticamente feito) e 1 trabalho final de 15 a 20 páginas (também não começado). Por isso, as previsões são de trabalho árduo e clausura a tempo inteiro, com pausas para ir às aulas. Ou seja, vou trabalhar aqui num mês, o que não trabalhei em Lisboa durante 2 anos e meio. E, sim, é tudo em alemão, excepção feita à apresentação sobre «Os Maias» (versão pobre do século XXI). Perdão, sobre o «Equador».

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dia #1 - Enganos

Fui enganada.

Fui enganada pelo Pedro, pela DeutscheBahn (a CP cá do sítio) e pelos responsáveis da minha residência. O Pedro disse que me ia buscar a Berlin e não foi (disse-me ontem, mas fiquei sentida, que fui trocada por uma viagem a Praga). A DeutscheBahn, tal como o Pedro, disse-me que podia apanhar o comboio directamente no aeroporto para Leipzig, sem ter de ir para dentro de Berlim, como inicialmente eu previa. Aliás, a máquina de bilhetes da estação do aeroporto compactuou com isso e deixou-me comprar um bilhete directo para Leipzig, sem que o tal comboio existisse. Notem que o aeroporto Berlin-Schönefeld deve ficar a não menos de 30/40kms da Berlin propriamente dita. Acabei, então, por ir para Berlin no S-bahn 9 (uma das 350 espécies de comboio existentes nesta terra). Berlin Hauptbahnhof (principal estação de comboios): que COLOSSO! Imaginem o Vasco da Gama dentro da Gare do Oriente. Não é ao lado, é dentro. Multipliquem por 5 ou 10 e estarão perto daquilo. Entretanto, apanhei efectivamente o comboio para Leipzig. Vem a revisora. O meu bilhete não é válido. Dinheiro à rua. Compra de novo o bilhete - tranquilo. Chego a Leipzig. Algures entre o eu ter chegado a Berlin e o ter chegado aqui, era suposto alguém da residência me ter ligado a saber a que horas eu chegava, para me irem levar a chave da residência. Obviamente, ninguém ligou. Deus abençoe o roaming, a internet e a minha mãe. Booking.com, reserva imediata, hostel ao lado da estação com direito a pequeno-almoço. Só espero que o pequeno-almoço não seja mais um engano.