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sábado, 3 de março de 2012

O árbitro

Nunca houve nada a fazer. O amor sempre foi inevitável. E, na verdade, nunca se quis evitar. Saltou-se a paixão, quando começou a arder demasiado, pois claro. Mas aquele aperto em situações de emergência, feito alarme de emoções em permanente sobressalto, manteve-se sempre lá, como se fosse uma daquelas baladas pegajosas que repetimos vezes sem conta até espatifarmos o coração. Até ao limite de não o conseguirmos arranjar. Ainda assim, parece que há sempre o eterno desejo de conhecermos verbos que desafiem os limites impostos à destruição emocional. Esqueçamos todos os "e se?" que ficaram pelo caminho. Isso e os versos apaixonados com que sempre ilustrámos o que havia entre nós. E, já que estamos nisto, por favor não me peças para passear onde fomos felizes. Estamos no intervalo de um derby cujo resultado define quem ganha o campeonato e, por enquanto, o árbitro não parece ser parcial. Distribuiu alguns cartões amarelos e assinalou meia dúzia de foras-de-jogo, sem nunca resvalar para a injustiça.Os ânimos estão acesos. A plateia aguarda ansiosamente pelo cartão vermelho. Ou pelo fim do jogo.

Fotografia licenciada em Creative Commons por Dave77459

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dia #28 - Preguiça

Sabia que seria inevitável: mais cedo ou mais tarde, ia estar uns quantos dias sem escrever. Não, não morri. Sou apenas preguiçosa. Random notes:

- parece que a primavera chegou realmente
- jogar à bola faz doer as pernas no final do dia
- jogar à bola faz doer os pés no final do dia
- jogar à bola dois dias seguidos faz doer as pernas e os pés no dia seguinte
- os inícios de tarde passados no parque começam a tornar-se hábitos
- o supermercado gigante de que me falaram afinal não é assim tão gigante, fiquei desiludida
- já fui à discoteca e adorei o modo aleatório como constroem a playlist
- os alemães (e as alemãs) cantam as músicas alemãs como se fossem o hino nacional
- os alemães (e as alemãs) dançam mal
- fiquei com a última vaga dos trampolins (yeay!)
- dá sempre jeito andar com um mapa na mala, sobretudo quando saímos à noite para lados da cidade que não conhecemos
- amanhã começo as aulas
- ontem saí
- hoje também vou sair


(A menina chama-se Amy, a bicicleta não sei)


Nota: A máquina de secar provavelmente engoliu a minha roupa, uma vez que está a trabalhar há mais de 1h30 e não há previsão para o final da festa. Sim, estou preocupada. MEDO!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Dia #24 - Sol!

É oficial, a Primavera chegou a Leipzig. São 19.30 e estão 19ºC lá fora, a janela está aberta e andei de t-shirt a tarde toda. Parque gigante à porta de casa e nós a jogarmos à bola (marquei um golo e tudo!). Ir ao banco, comer um gelado no centro da cidade e encontrar a Mariza na Hauptbahnhof.






Hoje à noite, a festa é em casa da Mimi!