segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

E-mails...

«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»

Jessica, 8 anos

domingo, 1 de Novembro de 2009

Não sei...

Não é que não haja nada para escrever, mas não tem havido vontade. E, quando falta a vontade, é como se não existisse mais nada. Os dias têm corrido depressa. Tão depressa, que não sei como ainda não tropecei em nenhum deles. O tempo é pouco, mas tem de dar para quase tudo. Naturalmente, estou cansada.

No fundo, o problema é que simplesmente não sei.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Update

Só para que conste: não, ainda não morri.

Já arranjei estágio, estou a ter aulas à noite dois dias por semana e, por enquanto, sobrevivo.

Um dia destes, quando o sono já não me massacrar tanto, dou cá um saltinho decente.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Dúvidas

De repente, os sonhos e as expectativas de sempre estão aqui à minha frente. Intactos. Inalterados. Completamente iguais ao que eram antes de os trancar numa gaveta. Mas, agora, o que é que faço com eles?

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

O Algodão Não Engana

Quando acordou, era o Pacotes: verme de existência, pessonhento, vil e desgarrado. Ou agarrado. Agarrado a tudo o que se quer de mau a correr pelas veias. De olhos abertos ou fechados, não havia poesia nos momentos que se atropelavam à sua frente. Tudo era prosa. Palavra dura. Crua. Genial por ser tão despida. Pedaços de quem respira já quase somente porque sim. A voz calma e serena, polida pelo tabaco que é sempre tão pouco dentro do maço, desenha as histórias relutantes. Não há espaço para decoro. Aqui há droga, e sexo, e maldade. Não importa. Aqui o calão soa a erudito. E tudo, tudo é uma ode ao que é feio. Ao que não merece versos, mas continua a ser verdade. Porque o pó fica sempre em cima dos móveis, à espera que alguém o limpe. Em cima de nós, à espera de sermos lavados com algodão e água oxigenada. O algodão não engana e pode ser descarregado aqui.



"Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?"

Pacotes - Poema em Linha Recta
(numa adaptação livre de Álvaro de Campos)

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Canção #8

"Se já não lembras como foi,
Se já esqueceste o meu amor,
O amor que dei e que tirei
(Não queria lamentar depois)

Mas uma coisa é certa eu sei:
Não tive nunca amor maior...
E ainda vivo o que te dei,
Ainda sei quanto te amei,
Ainda desejo o teu amor.

Não tenho esperança de te ver...
Não sei amor onde andarás...
Pergunto o todo o que te vê
E nunca sei como é que estás...

Agora diz-me o que farei
Com a lembrança deste amor
Diz-me tu, que eu nunca sei,
Se voltarei ou não para ti,
Se ainda quero o que sonhei..."

Madredeus - Fado das Dúvidas

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Guardam-se os sonhos no frigorífico, para que nenhum se estrague. Fecha-se o frigorífico com correntes e cadeados, e perdem-se as chaves, para não haver o risco de o abrir.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Há dias assim...

Há dias de confusão. Queremos andar para a frente, mas só conseguimos olhar para trás. Queremos que o mundo mude, mas não o conseguimos mudar sozinho. Queremos estar lá, mas já não nos deixam.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Reconhecimento

Tenho poemas cheios de ti nos meus cadernos, mas não sei se te consigo dizer. Existes a tropeçar nas esquinas dos meus dias sem nunca fazeres barulho. Não há som em ti que não seja um qualquer ressonar matinal. Juro que tirei os tampões dos ouvidos, só para sentir um pedaço da tua voz, mas acho que o stock esgotou. E eu vim só por tua causa. Se bem que, para ti, me mantenho matéria invisível, feita confusão eterna.

Nunca te soube entender. Para ti o mundo sempre foi uma convulsão indeterminada da parvoíce dos outros. E tu não estás para aturar parvoíces. A tua paciência resvala para um compromisso que não queres aceitar. Por favor, define-te. Páginas e páginas em branco no teu diário, porque nunca soubeste escrever o universo que há em ti. Não sabes quem és. Nem sequer se és alguém. Por enquanto, és aquela explosão que nunca aconteceu, porque ninguém estava lá para ver.

E tu precisas que olhem para ti.

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Sabemos que não há pessoas perfeitas, mas queremos sempre ser a perfeição para alguém.