Mostrar mensagens com a etiqueta desafio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desafio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

#26


"E não há um dia em que seja diferente,
como um indício da gente falar os dois frente a frente...
Será porque tu nada sentes ou...?
Porque eu nada tento? 
Sou tímido por dentro.
À espera que o tempo revele o que ninguém mostrou..."


Toda a gente tem problemas. E quem não tem problemas também não tem o mínimo interesse. A história que cada um traz é que nos molda. E encontramos nas confusões diárias, internas ou externas, as definições das nossas personalidades, ambições e convicções. Tudo em jeito de luta permanente, que isto de ser humano pressupõe uma boa dose de persistência, quase até de dedicação. Entre o coração e a razão, existe um ringue de boxe que nunca pára de nos pôr à prova. A arte que conseguimos absorver ou criar acalma-nos no meio da batalha. O hip-hop serve o propósito de ser mais uma metáfora da vida: andamos sempre à cabeçada com qualquer coisa e fazemos da poesia o antídoto para cada mal - a inaptidão, a indecisão, a solidão, e outras coisas acabadas no mesmo ditongo. Tu sabes. Descobrir os nossos problemas (e, de certa forma, os problemas dos outros também) é o que nos faz desenhar refrões mais bonitos, simultaneamente simples e complexos, numa espécie de ritual de aperfeiçoamento perpétuo. Todos os dias, um desafio novo - procurar a tarola certa para embalar os nossos dias.

Fotografia licenciada em Creative Commons por  ::ZEN::

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tropeções...

Cansada. Ligeiramente desmotivada por entre recortes de sonhos que vão ficar pelo caminho (mesmo que seja só por agora). O meu telemóvel tira fotografias bonitas e sou eu que carrego no botão. Ainda ouço música boa, mas começo a ter demasiados guilty pleasures. Ainda gosto de ti, mas tu não queres nada comigo. Recomeçar a demanda de enviar currículos para todo o lado. Quero um ordenado. Quero uma casa só para mim. Uma hora e meia para chegar a casa. O barco partiu. Duas horas para chegar a casa. Sossego. Quero um fim-de-semana só para nós. Lembras-te das coisas simples da vida? É só isso: miminhos. Puntz puntz puntz. MP3 sem bateria e sem espaço para o que quero ouvir hoje. Não sei o que quero ouvir hoje. Estúdio, microfone, rádio. A minha voz a sair de uma coluna qualquer. Hoje não, nem amanhã, nem sequer depois de amanhã. Está quase a acabar. Ainda falta tanto, ainda nem sequer comecei. Estou a ficar pelo caminho sem dar conta. É preciso dar mais, é preciso dar mais, é preciso dar mais. Sempre mais, mesmo que já não exista mais nada para dar. Já falta pouco para acabar. Recomeçar do zero. Inteligência, trabalho, vontade. O amor pelo que sabemos ser nosso não se perde, mas ficou algures lá para trás. Já posso chorar? É só um bocadinho. No fim levanto-me e vou-me embora. Prometo.



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Desafio

1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
6. Passar a 5 pessoas.

Ora, a Inês lançou-me este desafio, mas o livro que tinha mais perto de mim não tinha 161 páginas, tinha 154 (a título de curiosidade era o "Por que escrevo e Outros ensaios" do George Orwell), pelo que peguei no segundo mais próximo. 

"Pendurado no sobretudo, bem na esquadria da porta, Elias procura figurar o major a interrogá-la serenamente, em companhia."
in Balada da Praia dos Cães de José Cardoso Pires


Lanço o desafio à Rita, à Débora, ao Helder, ao Pedro e... à Maria João.