sábado, 14 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Dia #3 - Assentar arraiais e comprar panelas

Não sei se já vos tinha dito (não, não tinha), mas o meu quarto é GIGANTESCO. Estou a pensar seriamente em abrir um ringue de patinagem ou um campo de bola aqui. Aceitam-se outras sugestões de interesse. (notar que isto é apenas metade do meu já desarrumado quarto).



Como tenho andado de um lado para o outro sempre a tratar de "cenas" e comprar o que me falta para viver - alguém sabe onde posso comprar uma panela e uma frigideira a preços decentes?! - ainda estou em modo "anti-social". Talvez amanhã perca a cabeça e vá explorar sozinha as zonas comuns da residência, mas tenho vergonha. (Não se preocupem, segunda-feira começam as aulas e eu começo a "fazer amigos"). A minha companheira de casa é chinesa e fala tão bem inglês como eu alemão, pelo que nos vamos entender bem (exacto...). Falei com ela uns 2 minutos se tanto, ao que parece ela é mais bicho-do-mato que eu, e tranca-se no quarto e tranca a casa e tranca tudo, sobretudo se estiver lá dentro. Mas foi uma fixe, e deixou-me utilizar a panela e a frigideira dela. Defeito: lava mal (tipo, mesmo mal) a loiça e a casa tem um cheiro esquisito, uma espécie de restaurante chinês underground.

Entretanto, hoje já não choveu, pelo que achei por bem comprar um chapéu-de-chuva. Pude passear (eufemismo para "estive-mesmo-quase-completamente-perdida") pelo centro da cidade enquanto procurava pelo resto das coisas - panelas! preciso de uma panela e de uma frigideira! Não percebi bem se hoje é carnaval por aqui, mas dei de caras com meia dúzia de pessoas bem mascaradas logo pela manhã. E uma míuda convicta de que era o Bill Kaulitz dos Tokio Hotel (para que conste ele nasceu em Leipzig), mas com os cabelos pintados de vermelho. De qualquer modo, a cidade é lindíssima, por isso já decidi que amanhã me vou perder de novo, e desta vez com máquina fotográfica na mochila (ao lado do dicionário, claro).

Já comprei comida decente, apropriada aos meus gostos mediterrânicos: 2 litros de leite, uns leites com chocolate para as minhas passeatas, atum, arroz, sal, azeite (deve ser uma coisa rara por cá, que foi um bem caro!), alho, cebola, manteiga e queijo. Quero mesmo comprar uma panela e uma frigideira para começar a fazer bifes e tal. Ah! Também comprei uma mega salada pronta a comer, com milho e feijão, para não abusar dos tachos da Shan. Daqui a bocado vou jantar.

Camiões do Lixo

Só para a Inês: são cor-de-laranja.
Só para ti: passam às 11 da manhã.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lista de compras



Preciso de comprar sal...

Dia #2 - O que não existe

Na Alemanha não existem:

- pedras da calçada;
- estores nas janelas;
- lençóis de cama como deve ser (eles usam só o de baixo e depois é logo o edredon);
- prédios amontoados;
- ruas estreitas ou praças pequenas.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dia #1 - Enganos

Fui enganada.

Fui enganada pelo Pedro, pela DeutscheBahn (a CP cá do sítio) e pelos responsáveis da minha residência. O Pedro disse que me ia buscar a Berlin e não foi (disse-me ontem, mas fiquei sentida, que fui trocada por uma viagem a Praga). A DeutscheBahn, tal como o Pedro, disse-me que podia apanhar o comboio directamente no aeroporto para Leipzig, sem ter de ir para dentro de Berlim, como inicialmente eu previa. Aliás, a máquina de bilhetes da estação do aeroporto compactuou com isso e deixou-me comprar um bilhete directo para Leipzig, sem que o tal comboio existisse. Notem que o aeroporto Berlin-Schönefeld deve ficar a não menos de 30/40kms da Berlin propriamente dita. Acabei, então, por ir para Berlin no S-bahn 9 (uma das 350 espécies de comboio existentes nesta terra). Berlin Hauptbahnhof (principal estação de comboios): que COLOSSO! Imaginem o Vasco da Gama dentro da Gare do Oriente. Não é ao lado, é dentro. Multipliquem por 5 ou 10 e estarão perto daquilo. Entretanto, apanhei efectivamente o comboio para Leipzig. Vem a revisora. O meu bilhete não é válido. Dinheiro à rua. Compra de novo o bilhete - tranquilo. Chego a Leipzig. Algures entre o eu ter chegado a Berlin e o ter chegado aqui, era suposto alguém da residência me ter ligado a saber a que horas eu chegava, para me irem levar a chave da residência. Obviamente, ninguém ligou. Deus abençoe o roaming, a internet e a minha mãe. Booking.com, reserva imediata, hostel ao lado da estação com direito a pequeno-almoço. Só espero que o pequeno-almoço não seja mais um engano.

Vou de Erasmus...

Se não disser nada no espaço de 48 horas, é melhor avisarem a polícia.

domingo, 8 de março de 2009

Filmes...

Gostava de te saber contar histórias, que tu não és de grandes devaneios literários. Para ti, não há arte que durma dentro de qualquer palavra, pelo que não faz sentido brincar com a gramática. E eu nunca soube escrever romances, porque a narrativa nunca escorregou por aqui. Sei que os filmes que vivemos raramente são os que queremos realizar. Talvez por isso não consiga transcrever o guião para o papel. O que me faz sonhar é mesmo a fotografia de respirações entaladas que nunca vivi. A película serve apenas para o registo do que quero desenhado no que ainda está para vir. Se bem que o que vem depois do cinema raramente chega para encher a imaginação. Que o céu é sempre escarrapachado em papel de cenário, recheado de nuvens de plástico. Mas fechamos os olhos, de mãos dadas, e é tudo verdade. Sim, somos os actores principais. Somos o filme independente e de baixo orçamento. Somos tudo o que estiveres disposto a ser comigo ao teu lado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Achas que se continuar a chorar, mudas de ideias e vens para ao pé de mim?...

segunda-feira, 2 de março de 2009