terça-feira, 19 de maio de 2009

Portugal

Aviso prévio: este post é grande e, provavelmente, desinteressante, pelo que não é aconselhado a pessoas com sonolência aguda ou nível de cansaço extremo.

Fui a Portugal em contra-relógio. 3 dias e meio e 4 noites para matar saudades. Ver a família (espalhada entre os dois lados dos Tejo, entre lados opostos da periferia de Lisboa, perdida algures na costa alentejana), ver os amigos (faculdade, Técnico). E, claro, aproveitar cada momento com o meu respectivo.

Cheguei a Faro a pensar no autocarro que ainda faltava apanhar para a minha Lisboa. Mochila às costas. Ir ao multibanco. Seguir caminho para dentro da cidade. Ou não. 9h15. Quando olhei, ela estava ali à minha frente, de abraço e sorriso preparados para me receber como se eu nunca tivesse ido para longe. Ela que não me podia ir buscar porque tinha uma aula importantíssima. Ela, a Inês, a melhor amiga do mundo. 

Voltar para cima, «As placas estão em português!», pôr a conversa em dia, mimos, sorrisos, beijinhos, parar na avó, música basof no carro, somos de Massamá, gargalhadas, portagens, 120 km/h, sentidos proibidos em Lisboa, Praça de Espanha, Campo Pequeno, abraço.
Obrigada.

Correr até Entrecampos. Ele estava lá à minha espera. Estou em casa. Sou a trapalhona de sempre, carteira esquecida no carro dela. Ir à faculdade. Tudo na mesma... Os sorrisos, os abraços, as vozes, as palhaçadas, a cumplicidade e a vontade de estarmos juntos. Tenho os melhores amigos do mundo! O meu Afilhado deu-me a t-shirt que lhe andava a namorar desde as praxes e daqueles abraços que não se esquecem. Clichés à parte, "longe mas sempre perto". Ir buscar a carteira, para visitar a primeira leva de família. Mãe, manos, tia, primos. Crianças irrequietas e adoravelmente endiabradas. Gosto de te ver brincar com eles. Não gosto de saber que eles crescem enquanto estou tão longe.

Quinta-feira. Acordar o mano maior, levar o pequeno à escola. Técnico, Rádio Zero. Esperar por quem disse que me queria ver e não chegou a aparecer. Mas os de sempre nunca falham, mesmo quando chegam atrasados. Segunda leva de família. A bisavó não se esqueceu de mim e perguntou logo se eu já estava de volta (101 anos!). Descobrir o passado e matar as saudades à pressa. Ir a casa trocar de roupa. Era capaz de jurar que a casa era de outro tamanho da última vez que lá estive. Terceira leva de família: pai, Maria, pseudo-irmã, prima. Português atrapalhado e gargalhadas à mesa. Gosto que estejas sempre ao meu lado. Espectáculo do Luís. O puto está a ficar crescido. Orgulho!

Voltar para uma casa que não é a minha, mas que me viu crescer nos últimos meses antes de vir. Afeiçoamo-nos a quem vive connosco, mesmo que não seja sempre. O meu espaço na cama ainda existe e continua a ser meu, como a almofada onde adormeci. Acordar com o teu despertador às 6h30 (disso não tinha saudades, pá!), e acordar depois em cima da hora. Tomar banho à pressa, lavar os dentes em conjunto. Pequeno-almoço. Come isso, pá! Vá, despacha-te. As brincadeiras e picardias não se perdem com a distância. Última leva de família: avós e tios, Melides. Robalo para o almoço - sou uma mimada! Sei que tenho a melhor família do mundo. 

Ir para o Algarve. E ser só tua no pouco tempo que restava. Sou feliz contigo.

Domingo de manhã. Levantar ainda antes da 6h. Não consigo dormir. Não quero ir embora. Gosto tanto de ti. Fazer a mala. Se eu não tivesse já pago os bilhetes... Mesmo de partida, tomas conta de mim: sandes na mochila. Aeroporto. Beijo. Abraço. As palavras que nunca chegam e o tempo que passa a correr. Ir embora. Até já...

Viagem interminável com direito a manifestação surpresa em Frankfurt: atrasos no comboio e mudanças de estação imprevistas. Cheguei a Leipzig com a Sara à minha espera e senti-me em casa, outra vez. Que mesmo na Alemanha, Portugal é a minha casa.



7 comentários:

Inês disse...

"de abraço e sorriso preparados para me receber como se eu nunca tivesse ido para longe", não sinto que tenhas ido pra longe...não esse longe que me faça deixar de ter um abraço e um sorriso pra ti. Pra esse nem vale a pena tentares, eu não vou deixar-te ir. Nunca mais.

Lemmon and Matthau disse...

Desinteressante é a tua prima!

Depois quero saber a reacção dos alemães à bela t-shirt dos porcos!
Beijinhos.

Gxpto disse...

Granda posta :] é grande mas le s bem. Sim sr grande aventura em tao pouco tempo.

[]JoNnY[] disse...

Eh pah, é tão grande que me cansei de ler ainda só tinha chegado à imagem :P

Esqueceste-te da parte em que levas-te uma placagem dum que chegou atrasado... mas isso são pormenores :P

Marta disse...

fizeste-me ter saudades de casa!=p

All Mighty disse...

Até eu fiquei cansado...
... tenho que parar de ler rapido :-P

André Godinho disse...

Desculpa lá o atraso, mas não podia deixar de te ver! :)